
O tempo anda estranho, ora chove, ora dá sol. Parece que o tempo tenta imitar o meu humor, ora estou cinzenta e preste a rebentar uma tempestade, ora estou calma e o meu mar cobre teus pés de uma forma serena, quase como se te beijasse. Tu pões-me cinzenta, com esse teu constante descontentamento, com essa tua forma rude de falar, com a tua preguiça, com o teus esquecimento, com a tua falta de audição para o que não te interessa, com as tuas falsas promessas, com tudo. Desistir dar-me-á o sol, lutar só me deixará mais cinzenta. Ainda acabarei por morrer na praia.
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